O fluxo de caixa é uma ferramenta fundamental para a gestão financeira de uma empresa e pode ser muito bem adaptado para finanças pessoais. O fluxo de caixa permite que você tenha uma visão clara das movimentações financeiras (entradas e saídas) em um determinado período, o que contribui na tomada de decisões importantes. Neste post, exploraremos o conceito de fluxo de caixa, sua importância, como criá-lo e gerenciá-lo efetivamente.
O que é fluxo de caixa?
O fluxo de caixa é um registro das entradas e saídas de
dinheiro em um determinado período de tempo. Ele demonstra a
performance ou desempenho financeiro, bem como a disponibilidade de caixa em um
determinado momento.
O objetivo do fluxo de caixa no ambiente corporativo é fornecer informações precisas
e atualizadas sobre a situação financeira da empresa, permitindo que os
gestores tomem decisões controladas sobre como alocarão seus recursos disponíveis.
Ou seja, onde aplicar ou empregar seus recursos financeiros é muito
importante. Numa empresa comercial, por exemplo, podemos decidir o volume de reposição
de uma determinada mercadoria de acordo com os padrões de consumo dos clientes, a capacidade produtiva dos fornecedores e fontes de investimentos viáveis de acordo com a manutenção e disponibilidade de caixa.
O mesmo conceito ou critério pode ser aplicado em finanças
pessoais. A reposição de insumos básicos, como materiais de limpeza e alimentos
altamente perecíveis possui um prazo médio de reposição diferenciado. Afinal, compramos
frutas mais vezes do que compramos cândida ou atum. Por isso que devemos entender a
importância do fluxo de caixa em nossa rotina como uma ferramenta estratégica.
Por que o fluxo de caixa é importante?
O fluxo de caixa é importante por várias razões. Em primeiro
lugar, ele permite que os gestores vejam claramente onde o dinheiro está sendo
gasto e onde estão as principais fontes de receita (renda). Isso ajuda a identificar
áreas em que uma empresa pode economizar e aumentar sua lucratividade.
A demonstração do fluxo de caixa elaborado para uma empresa é dividida em três
fluxos financeiros, tais como fluxo das operações, dos investimentos e dos
financiamentos. Vou descrevê-los do ponto de vista pessoal para que seja
compreendido também em seu orçamento doméstico.
O fluxo de caixa das operações pode ser entendido,
basicamente, pelas entradas e saídas essenciais. No caso de um indivíduo
assalariado, podemos considerar o salário recebido (entrada) como uma atividade
operacional indispensável para a manutenção do seu orçamento doméstico, assim
como o desembolso (saída) com mercado, abastecimento de água potável, fornecimento de
energia elétrica e transporte. Obviamente que as fontes de renda não se limitam ao salário, da mesma forma que as despesas essenciais podem ter uma abrangência maior
dependendo do custo ou estilo de vida.
Já o fluxo de caixa dos investimentos pode ser compreendido
pela venda de títulos de aplicação financeira, veículos¹ ou imóveis (entrada),
assim como a compra de participações acionárias (saída). Enquanto que o fluxo
de caixa de financiamentos se refere claramente na contratação de empréstimos ou
recursos de terceiros, um exemplo muito comum seria o cartão de crédito
utilizado na aquisição de um celular (entrada), assim como o posterior pagamento
de suas parcelas ou fatura consideradas como uma atividade de financiamento
(saída).
¹Obs.: Numa empresa consideramos a aquisição de veículos um investimento quando este é adquirido para gerar retorno. Em finanças pessoais, educadores financeiros, na maioria dos cenários econômicos, classificam veículos como um passivo oneroso que deprecia o patrimônio pessoal devido ao elevado "custo de manutenção" (manter) quando não gera renda. Isso não se aplica à quem exerce atividade remunerada como motorista de aplicativo (autônomo) interino ou esporádico (renda extra).
Devo ressaltar que a compreensão dos fatos é importante para a gestão do caixa, pois ajuda a garantir que haja dinheiro suficiente disponível para o pagamento de contas, entre outros custos. Se uma empresa não tem um fluxo de caixa saudável, ela pode acabar com dificuldades financeiras. Em finança pessoais podemos contextualizar isso quando perdemos o emprego ou acabamos contraindo dívidas inesperadas por motivo de saúde, danos materiais causados por acidentes etc.
Como criar um fluxo de caixa?
Para criar um fluxo de caixa, é necessário seguir 3
passos simples:
1. Registre todas as entradas de dinheiro. É importante registrar cada transação separadamente e de maneira uniforme para se obter um registro detalhado das atividades;
2. Calcule o saldo de caixa confrontando a soma das
entradas e saídas de dinheiro, esse cálculo retratará a performance de um período para outro indicando superávit ou déficit;
3. Repita o processo regularmente, pois o fluxo de
caixa é uma ferramenta dinâmica que precisa ser atualizada constantemente para fornecer
informações úteis para a tomada de decisões, conforme já comentado.
Como gerenciar o fluxo de caixa?
Gerenciar um fluxo de caixa é tão importante quanto criá-lo.
Algumas dicas para gerenciar o fluxo de caixa incluem o monitoramento regular e
ter um plano de contingência.
O monitoramento regular é essencial para garantir que uma
empresa tenha saldo disponível suficiente para saldar dívidas, entre outras
obrigações. Além disso, o monitoramento do caixa nos permite identificar
tendências e antecipar soluções financeiras. Leve isso pra sua vida!
É muito importante considerar as variações periódicas (sazonais) de datas comemorativas (aniversários, feriados ou confraternizações), como também, outras variações de mercado, como inflação ou taxa de juros e vice-versa, pois o aumento de preços, por exemplo, impactará diretamente na cesta básica de compras, assim como o 13º salário pode contribuir para festividades, cumprimento de metas no ano, entre outros objetivos peculiares.
Ter um plano de contingência é importante em caso de
imprevistos financeiros, como uma demissão ou um dano material causado por acidente.
Ou melhor, ter uma reserva financeira nos ajuda a superar essas situações e sabemos que esse contingenciamento é formado pela boa performance na gestão das disponibilidades.
Portanto, o fluxo de caixa nos permite analisar e identificar custos que
comprometem nosso orçamento doméstico/familiar da mesma forma que é aplicado na gestão dos
negócios. É possível eliminar o desperdício ou enxugar momentaneamente gastos
não essenciais para economizar mais e até mesmo poupar.
O fluxo de caixa é uma ferramenta indispensável para a gestão financeira de uma empresa. Ele permite que os gestores vejam claramente as movimentações (entradas e saídas de dinheiro), assim como auxilia na tomada de decisões financeiras importantes. Por isso é recomendável adaptá-lo para atender as necessidades pessoais contidas no orçamento familiar. Ainda podemos afirmar que criar e gerenciar o fluxo de caixa pode nos garantir um saldo mais robusto e consistente, basta manter a disciplina.
Escrito por Gleidson Lima | Contabilidade & Finanças
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